segunda-feira, 2 de abril de 2012

?

O que me prende?
O que me liberta?
Era pra eu saber
Era pra eu entender
Eu não entendo meus choros, vou entender liberdade
Eu só quero sair dessas amarras

Quero flutuar no ar como fumaça de cigarro
Quero ouvir meu pobre e ferido coração
Quero me amar
Não quero saber o que me prende, nem o que me liberta
Quero só sentir, só sentir

Doçura

Açucar, adoçante, xarope de agave
Tudo isso já é doce por si só
Eu quero que tudo seja doce
Que seja doce o orgulho
Que seja doce o temor
Que seja doce tudo que um dia eu te dei
O amor

Que seja doce a discórdia
E toda a corrupção
Que seja doce o mistério
E todo meu tesão
Que seja doce o martírio
A revolução que  faço por você
Que seja doce a guerra
O poder, o perder

Que seja doce a nossa vida
Que seja tudo doce
Até eu enjoar e...
Me perder dessa doçura toda e...
Voltar pro amargo que sou

quinta-feira, 22 de março de 2012

Confessionário

Tri, eu fiz outro blog. Eu queria um espaço para eu escrever minhas angústias anônimas. Depois pensei, eu já sou tão anônima nessa vida e ser anônima em mais uma coisa seria muito chato. Eu criei o pulsos pulsantes porque aqui está muito embaralhado, está igual a mim. Aqui eu quero escrever poesias, colocar figuras, enfim, fazer de tudo. Lá é simplesmente pra eu desabafar.
Você é mix, tri. Você é a minha cara. Lá eu sou uma Maria Eugênia muito mais triste do que aqui. Lá eu sou uma pessoa mais centralizada, que vai escrever coisas mais centralizadas. Tri, eu sempre vou vir aqui, só queria que você soubesse que é especial e que és o primeiro. O primeiro gera marcas e você ficou marcado. Eu falo de você tanto, eu tenho um apreço tão grande. Mas, eu precisava de outro blog, igual eu preciso de várias coisas ao mesmo tempo.
Culpe o TDAH por isso tri. Me despeço dizendo que sempre quando inventar uma poesia nova virei aqui. Sempre quero manter contato. Não fique com ciúmes tri, fui sincera com você. Gosto de você. Espero que quem leia você possa ler o que eu escrevo lá no pulsos pulsantes. Um beijo tri, até daqui a pouco
www.pulsospulsantes.wordpress.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

Praga pega

Quando fui matriculada no curso normal do Instituto de Educação Eber Teixeira de Figueiredo, em 2007 a única coisa que queria era ir embora de lá. Eu acabara de sair de uma escola de freiras bem homogênea. Lá todo mundo era católico apostólico romano, tricolor, branco e com uma aprendizagem exemplar. Na minha nova escola não tinha nada disso. O meu primeiro contato com o ensino público brasileiro foi lá. A minha sala era super heterogênea. Lá tinha negros, brancos, gêmeos, flamenguistas, botafoguenses, evangélicos etc...
Só tenho boas e engraçadas lembranças daquela escola.  Me recordo do último dia de aula do ultimo ano do meu curso. Era aula de Alpha(abordagens psicosociolinguistica do processo de alfabetização). Minha professora estava se despedindo e dizendo que não podia participar da nossa formatura pois iria fazer uma cirurgia. Nessa aula ela nos disse uma coisa que me marca até hoje. Ela nos desejou que tivéssemos os alunos que nós fomos. Eu já estava na faculdade e nunca imaginei dar aula. Em maio de ano passado comecei a dar aula para meu vizinho. Criança inteligente, bem humorada e engraçada. 
A praga que Ingrid me rogou foi boa. Pelo menos encontrei os alunos que eu fui um dia. Até na preguiça eles me puxaram.  Eu amo meus alunos, eu amo ser professora, eu amo tudo que aprendo com eles, eu amo a praga da Ingrid ! 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bolo, guaraná e terço na mão

Confesso que desde sempre quis casar. Era meu sonho pueril. Casar virgem, de branco, véu, grinalda e terço na mão. A melodia de minha entrada poderia ser Jesus Alegria dos Homens do Bach ou mesmo uma Ave Maria.  Passados os anos eu percebi que isso era simplesmente algo que não tinha valor. Eu não nasci para casar, ter filhos, esquentar a comida do marido a noite... Mas, no último sábado(antes do carnaval) eu presenciei um casamento onde a noiva já é quarentona, tem netos, e o noivo é sessentão. Um casamento nada a ver com os costumes cristãos.  Moral da história, eu chorei como uma criança quando um adulto a rouba um doce. Chorei pois vi amor nos olhos dos noivos. Achei lindo. Percebi que o fato de eu não querer casar não significa que eu não possa gostar de ver um ato de entrega. Fiquei feliz por isso, achei legal !

sábado, 28 de janeiro de 2012

Lembranças de um passado bom

Hoje eu resolvi arrumar meu armário. Sempre adiava dizendo que armário arrumado é sinal de burguês burro. Mas, como estou todos os dias no laboratório e organização lá é fundamental, também estou adquirindo o hábito de ser organizada( eu sou uma pseudoorganizada). Me deparei com uma coleção de livros que eu ganhei quando tinha seis anos de idade. Quando aprendi a ler. 
A coleção é do jornal o Globo do ano de 1990  intitulada Os grandes Humanistas e Os grandes cientistas. Minha tia assinava esse jornal e mantinha essa coleção na estante de uma saleta na sua casa, me recordo muito bem. Eu ficava olhando e quando eu já sabia ler meu nome disse que já sabia ler tudo e ela mandou minha mãe me dar.  Disse que no futuro eu ia gostar. E gostei. Ela mal  sabia que sua sobrinha era um tanto prafrentex e que acabara de picotar  vários livros da Agatha Christie da sua irmã. 
Com seis anos eu já era bem abusada e dizia que não gostava de ler os contos de fadas que vovó Sany tinha me dado. Minha mãe guardou bem escondido os livros numa caixa dentro do guarda-roupa. Um dia eu os encontrei. Tirei delicadamente um por um. Ri da careca do Gandhi da cabeleira do Newton e da Margaret Mead( sou fã dela). Recortei várias figurinhas do livro do Darwin e depois guardei. 
Anos depois para um trabalho de escola minha mãe resolve pegar o livro do Nelson Mandela e me dar para pesquisa sobre Apartheid. Li o livro todo, li o do Thomas Edison e da Margaret Mead( um dia vou ser como ela ). Conclusão, minha tia antes de partir desse mundo me deixou algo que vou guardar para o resto de minha vida. Aprendi tanto com esses livros, aprendi tanto com ela. 
Hoje me dá saudade. O rio sem ela não é o rio. Minha vida sem esses livros não é minha vida. Termino essa lembrança com uma frase muito querida do Gandhi:  " Sem sombra de dúvidas, qualquer homem ou mulher pode realizar o que realizei, desde faça o mesmo esforço e cultive a mesma esperança e fé"
Abraços

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Escuro

Rotatividade solidão
Esse meu estado de psico sei lá o que
Vultos
Vozes

Isso será que existe?
Sou só eu que vejo?
Sou só eu que sinto?
Que coisinha chata
Que coisinha merda

Eu vou sair correndo
Eu vou ficar sem medo
Eu naõ vou ser seu brinquedo
Pois minha mente não está querendo