quinta-feira, 1 de março de 2012

Bolo, guaraná e terço na mão

Confesso que desde sempre quis casar. Era meu sonho pueril. Casar virgem, de branco, véu, grinalda e terço na mão. A melodia de minha entrada poderia ser Jesus Alegria dos Homens do Bach ou mesmo uma Ave Maria.  Passados os anos eu percebi que isso era simplesmente algo que não tinha valor. Eu não nasci para casar, ter filhos, esquentar a comida do marido a noite... Mas, no último sábado(antes do carnaval) eu presenciei um casamento onde a noiva já é quarentona, tem netos, e o noivo é sessentão. Um casamento nada a ver com os costumes cristãos.  Moral da história, eu chorei como uma criança quando um adulto a rouba um doce. Chorei pois vi amor nos olhos dos noivos. Achei lindo. Percebi que o fato de eu não querer casar não significa que eu não possa gostar de ver um ato de entrega. Fiquei feliz por isso, achei legal !

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