quinta-feira, 22 de março de 2012

Confessionário

Tri, eu fiz outro blog. Eu queria um espaço para eu escrever minhas angústias anônimas. Depois pensei, eu já sou tão anônima nessa vida e ser anônima em mais uma coisa seria muito chato. Eu criei o pulsos pulsantes porque aqui está muito embaralhado, está igual a mim. Aqui eu quero escrever poesias, colocar figuras, enfim, fazer de tudo. Lá é simplesmente pra eu desabafar.
Você é mix, tri. Você é a minha cara. Lá eu sou uma Maria Eugênia muito mais triste do que aqui. Lá eu sou uma pessoa mais centralizada, que vai escrever coisas mais centralizadas. Tri, eu sempre vou vir aqui, só queria que você soubesse que é especial e que és o primeiro. O primeiro gera marcas e você ficou marcado. Eu falo de você tanto, eu tenho um apreço tão grande. Mas, eu precisava de outro blog, igual eu preciso de várias coisas ao mesmo tempo.
Culpe o TDAH por isso tri. Me despeço dizendo que sempre quando inventar uma poesia nova virei aqui. Sempre quero manter contato. Não fique com ciúmes tri, fui sincera com você. Gosto de você. Espero que quem leia você possa ler o que eu escrevo lá no pulsos pulsantes. Um beijo tri, até daqui a pouco
www.pulsospulsantes.wordpress.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

Praga pega

Quando fui matriculada no curso normal do Instituto de Educação Eber Teixeira de Figueiredo, em 2007 a única coisa que queria era ir embora de lá. Eu acabara de sair de uma escola de freiras bem homogênea. Lá todo mundo era católico apostólico romano, tricolor, branco e com uma aprendizagem exemplar. Na minha nova escola não tinha nada disso. O meu primeiro contato com o ensino público brasileiro foi lá. A minha sala era super heterogênea. Lá tinha negros, brancos, gêmeos, flamenguistas, botafoguenses, evangélicos etc...
Só tenho boas e engraçadas lembranças daquela escola.  Me recordo do último dia de aula do ultimo ano do meu curso. Era aula de Alpha(abordagens psicosociolinguistica do processo de alfabetização). Minha professora estava se despedindo e dizendo que não podia participar da nossa formatura pois iria fazer uma cirurgia. Nessa aula ela nos disse uma coisa que me marca até hoje. Ela nos desejou que tivéssemos os alunos que nós fomos. Eu já estava na faculdade e nunca imaginei dar aula. Em maio de ano passado comecei a dar aula para meu vizinho. Criança inteligente, bem humorada e engraçada. 
A praga que Ingrid me rogou foi boa. Pelo menos encontrei os alunos que eu fui um dia. Até na preguiça eles me puxaram.  Eu amo meus alunos, eu amo ser professora, eu amo tudo que aprendo com eles, eu amo a praga da Ingrid ! 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bolo, guaraná e terço na mão

Confesso que desde sempre quis casar. Era meu sonho pueril. Casar virgem, de branco, véu, grinalda e terço na mão. A melodia de minha entrada poderia ser Jesus Alegria dos Homens do Bach ou mesmo uma Ave Maria.  Passados os anos eu percebi que isso era simplesmente algo que não tinha valor. Eu não nasci para casar, ter filhos, esquentar a comida do marido a noite... Mas, no último sábado(antes do carnaval) eu presenciei um casamento onde a noiva já é quarentona, tem netos, e o noivo é sessentão. Um casamento nada a ver com os costumes cristãos.  Moral da história, eu chorei como uma criança quando um adulto a rouba um doce. Chorei pois vi amor nos olhos dos noivos. Achei lindo. Percebi que o fato de eu não querer casar não significa que eu não possa gostar de ver um ato de entrega. Fiquei feliz por isso, achei legal !